Estados da Amazônia Legal pedem ‘imediatas providências’ do governo

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Em caráter de urgência, o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, grupo formado pelos 7 estados da região Norte, além de Mato Grosso e Maranhão, pediu ajuda ao governo federal para o combate aos incêndios no território.

Em documento assinado pelos governadores dos estados e publicado neste sábado (24), o grupo pede que o presidente Jair Bolsonaro tome “imediatas providências” no combate ao fogo.

“A situação se agrava a cada dia, comprometendo a biodiversidade da região em razão da destruição de quilômetros de flora e da morte de milhares de espécies da fauna amazônica”, diz o texto.

“A proporção das queimadas, a velocidade de alastramento do fogo, a dificuldade de acesso às áreas atingidas, bem como a insuficiência de meios – financeiros, humanos e materiais – para combater o fogo, potencializam o tamanho da destruição e gravidade do problema.”

Na última sexta-feira (23), Bolsonaro autorizou o emprego das Forças Armadas para auxiliar ao combate dos focos de incêndio.

Foi determinada uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia em que os militares devem participar de “ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais”. 

De acordo com o dispositivo, cabe aos governos de cada estado que compõe a Amazônia Legal solicitar o auxílio dos soldados na floresta.

Bolsonaro já autorizou a entrada do exército nos estados de Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará, Acre e Mato Grosso.

Na última semana, o presidente se tornou alvo de críticas nacionais e internacionais pela forma como vem conduzindo a crise ambiental.

No Twitter, Bolsonaro, que já chegou a sugerir que ONGs ligadas à preservação do meio ambiente estariam por trás do crescente número de queimadas, escreveu que “dói na alma ver brasileiros não enxergando a campanha fabricada contra a nossa soberania na região.”

Entre janeiro e 21 de agosto, o Inpe registrou 75.336 foco de incêndio, 84% a mais do que no mesmo período de 2018.

Segundo ambientalistas, a multiplicação dos incêndios ocorre devido ao rápido avanço do desmatamento na região amazônica, que em julho quadruplicou em relação ao mesmo mês de 2018, segundo dados do Inpe.

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