Lucas Veríssimo “esquece” janela e comemora “match” com trabalho de Sampaoli no Santos

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Lucas Veríssimo fala sobre bom momento em entrevista à Gazeta Esportiva (Ivan Storti)

Lucas Veríssimo começou 2019 no departamento médico, em recuperação de lesão em ligamento do joelho direito. Quando ficou à disposição, em março, viu a defesa do Santos bem servida com Gustavo Henrique, Felipe Aguilar e Luiz Felipe.

O primeiro semestre dava indícios de dificuldade, com poucas chances de atuar, mas o zagueiro conseguiu “ultrapassar” todos os concorrentes e até driblar o rodízio do técnico Jorge Sampaoli.

Veríssimo teve 10 jogos consecutivos como titular e só terá a sequência quebrada por causa do terceiro cartão amarelo e a suspensão do clássico contra o Corinthians, nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro.

“Eu sabia que voltaria atrás na busca por uma vaga principalmente pelo tempo que fiquei afastado pela lesão. Mas sempre me mantive tranquilo, focado em trabalhar forte porque cedo ou tarde a oportunidade chegaria. E foi o que aconteceu, ela apareceu e consegui dar conta do recado. Fico feliz por ter conquistado a confiança da comissão técnica e espero seguir ajudando o Santos quando estiver em campo”, disse Lucas Veríssimo, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

As características de Veríssimo deram “match” com o jeito de jogar de Sampaoli. Rápido e de bom passe, o defensor não se sente desconfortável com as linhas adiantadas e a chance de sofrer contra-ataque a qualquer momento.

“Na verdade nossa defesa começa no próprio ataque. Sampaoli gosta do perde e pressiona e lá na frente a gente já aperta o adversário. Minhas características casaram bem com nosso estilo de jogo e tenho me sentido muito bem com essa proposta. Sabemos que ainda podemos evoluir tanto individualmente como coletivamente também”, analisou.

A boa fase faz o Santos imaginar uma nova rodada de negociações pelo zagueiro de 23 anos. Antes, Torino-ITA e Spartak Moscou-RUS estiveram perto de contratá-lo. Outras equipes como Saint-Éttiene, Nantes e Lyon, da França, Stuttgart, da Alemanha, e Zenit, da Rússia, demonstraram interesse.

A janela internacional de transferências reabre em 1 de julho. Veríssimo ratifica o desejo de atuar na Europa, porém, não demonstra ansiedade para sair.

“Eu estou bem tranquilo quanto a isso. Nunca escondi meu sonho de atuar na Europa, mas estou com a cabeça boa, focado aqui no Santos e preocupado em dar o meu máximo com essa camisa. O que tiver que ser, será. Se chegar alguma coisa a gente vai sentar com o Santos e definir o melhor para todos nós”, concluiu.

O contrato de Lucas Veríssimo vai até 30 de junho de 2022. O Santos detém 80% dos direitos econômicos do zagueiro. Ele possui 128 jogos pelo Peixe.

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Veja outros trechos da entrevista abaixo:

Experiência na lateral direita

“Como ele (Sampaoli) mesmo diz, todos precisam saber fazer mais de uma função para estar jogando com frequência. Nunca tinha jogado como lateral, foi uma experiência nova, mas estou à disposição para ajudar da maneira que a comissão técnica achar a mais apropriada para cada partida.

Balanço do semestre

“Fizemos um Campeonato Paulista muito bom, caímos nos pênaltis depois de uma das nossas melhores partidas no ano. Isso foi bastante doído, mas tiramos como aprendizado. Na Copa do Brasil também não chegamos aonde gostaríamos e agora estaremos totalmente voltados para brigar forte no Brasileirão. Individualmente vejo saldo positivo também, voltei bem de lesão, me adaptei rapidamente à proposta do Sampaoli e a cada dia tenho me sentido mais à vontade dentro de campo.

Esquema com três zagueiros

“A gente não tem muita preferência. Nossa formação varia de acordo com cada jogo, cada adversário tem suas características de jogo e tentamos nos adaptar para vencer. Estávamos pouco acostumados a atuar em linha de três aqui no Santos, mas isso não foi um problema. Vejo que podemos atuar de várias formas e ir bem na maioria das vezes”

Concorrência na defesa nos últimos anos

“Nos últimos anos realmente nossa defesa tem sido um setor bastante competitivo desde o ano em que subi para o profissional (2016). Quem ganha com isso é o Santos, são grandes zagueiros já consolidados e outros que ainda estão surgindo aqui no profissional. A disputa por posição é sempre grande e isso só nos faz subir o nível de atuações para garantir uma brecha na equipe”.


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