Bola parada no Corinthians e fator Antony no São Paulo: as estatísticas do clássico

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São Paulo e Corinthians empataram em 0 a 0 na primeira partida da final do Campeonato Paulista e agora decidem o título neste domingo, às 16h, na Arena Corinthians. Com propostas de jogo diferentes, os rivais chegam à final com armas distintas: o Timão tem como ponto forte a bola parada, enquanto o Tricolor busca a velocidade de Antony pelo lado direito do ataque.

De acordo com os dados fornecidos pelo Footstats, o Corinthians é apenas o sexto time do estadual que mais chuta a gol, estando atrás inclusive do Red Bull Brasil e da Ferroviária. Dentre as 174 finalizações  do Timão no campeonato, 59 foram cabeceios, indicando que a bola levantada na área tem papel preponderante no estilo de jogo do time. A suspeita é confirmada pelo número de gols feitos de cabeça pelo alvinegro: são seis tentos com este fundamento, o que representa 42% dos 14 gols marcados pela equipe no campeonato.

Do outro lado, o número de finalizações dos jogadores do São Paulo revela o quanto o time procura Antony pelo lado direito. Mesmo jovem e com pouco tempo de profissional, o atacante de 19 anos é quem mais chutou a gol no Paulista pelo Tricolor, com 32 finalizações em 13 jogos disputados. O aproveitamento, no entanto, não é dos melhores: acertou 13 chutes e marcou apenas um gol, contra o São Caetano, contanto com um desvio da zaga.

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Mesmo jogando apenas oito jogos, sendo seis deles como titular, Hernanes é o terceiro jogador que mais finaliza a gol no campeonato pelo São Paulo, com 29 tentativas. O meio-campista marcou os seus dois tentos no Paulista de fora da área. Inclusive, o Tricolor tem como característica arriscar de fora da área com mais frequência do que o Timão. Neste quesito, são 108 finalizações a 63.

No Corinthians, os jogadores com mais finalizações são Clayson e Gustagol, com 19 chutes em todo o estadual. Contudo, quem mais chama a atenção é o centroavante, que tem um aproveitamento destacável. Desse total, o jogador tem quatro gols no campeonato, marcando em 21% das oportunidades que teve.

Quando se trata de passes para finalizações, o destaque do time alvinegro é o meio-campista Sornoza. O equatoriano é o homem das bolas paradas do Timão e a ênfase da equipe nas jogadas aéreas é refletida em seus números: são 26 assistências para finalização em 11 jogos. Para efeito de comparação, o lateral-esquerdo Reinaldo, com três partidas a mais, é quem mais serve seus companheiros no São Paulo, com 20 passes para chutes a gol.

Fama de retranqueiro é injusta?

O Corinthians é visto como um time que não quer ter a bola e que em muitos momentos opta por abdicar de atacar o adversário para ter uma defesa consistente. No entanto, os números mostram o contrário: nos 17 jogos que disputou no Campeonato Paulista, a equipe de Fábio Carille já trocou 6.725 passes, 587 a mais do que o São Paulo, que tem a mesma quantidade de partidas.

Em relação a gols tomados, o Timão também mostra que não tem se destacado tanto quanto em outros campeonatos nos últimos anos. A defesa foi vazada em 12 ocasiões, um gol a mais do que o Tricolor, que acertou a sua defesa após a dupla Arboleda e Bruno Alves se firmar.

Se no ataque a bola parada é uma das armas do Corinthians, na defesa ela é o maior algoz. Dos 12 gols sofridos pelo time nesse estadual, sete deles foram em jogadas aéreas e finalizadas com cabeceios.


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