Entenda a Páscoa pela tradição judaico-cristã e por meio do cinema

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HuffPost BrasilJames Caviezel como Jesus de Nazaré no filme A Paixão de Cristo.

Nesta sexta-feira, cristãos relembram a paixão e morte de Cristo, em um dia de reflexão e sacrifícios antes da celebração da Páscoa, no domingo, que marca a ressurreição de Jesus. 

A Páscoa, no entanto, tem origem judaica, anterior ao nascimento de Cristo. Para explicar um pouco da história da Páscoa e de como as religiões a celebram ao longo dos séculos, o HuffPost conversou com o pastor Natanael Messias do Nascimento, da Igreja Batista na Vila Olímpia, em São Paulo.

O pastor, formado em Teologia, e que também faz parte do grupo editorial Christian Leadership Center Editora (CLC Brasil), indicou 4 filmes sobre a trajetória de Cristo, para quem quiser entrar no clima da Páscoa.

Os filmes:

Os 10 mandamentos (1956) – Direção: Cecil B. DeMille

Sinopse: A incrível história da vida de Moisés (Charlton Heston) é o foco do filme, desde quando é adotado por uma princesa egípcia até quando descobre sua real origem de hebreu e se transforma no líder de seu povo, escravizado pelos egípcios.

A Paixão de Cristo (2004) – Direção: Mel Gibson 

Sinopse: O filme retrata as últimas 12 horas de Jesus (James Caviezel). Desde que é traído por Judas, sendo preso pelos romanos, até sua crucificação com o aval de Pôncio Pilatos, o governador romano na Judeia.

Ressurreição (2016) – Direção: Kevin Reynolds

Sinopse: Um cético centurião romano (Joseph Fiennes) é enviado por Pôncio Pilatos para investigar o desaparecimento do corpo de Jesus, que havia sido crucificado. Ao investigar o fato, ele começa a acreditar na ressurreição de Cristo.

O Quarto Sábio (1985) – Direção: Michael Ray Rhodes

Sinopse: Contra os conselhos de seus amigos e família, o jovem e rico Artaban (Martin Sheen) tenta seguir a Estrela de Belém, prenúncio do que pode ser o nascimento do Rei dos Judeus. Ele acompanha a caravana dos três Reis Magos, mas acaba se perdendo. Em sua jornada para reencontrar a caravana, ele acaba usando seu dinheiro para ajudar os mais necessitados e seu caminho em direção de Belém acaba se desviando cada vez mais.

As origens e significados da Páscoa

O pastor Nascimento explica que a palavra Páscoa vem do termo hebraico “pessach” ou “pessah”, cujo significado é “passagem”. 

“A origem judaica deu-se no período em que o povo hebreu vivia como escravo no Egito, cujo governador era o Faraó, considerado um deus e que exigia ser adorado. Deus escolheu Moisés para libertá-los”, afirma.

Diante da negativa do faraó em deixar que os hebreus voltassem para sua terra, por volta do ano 1.462 a.C., Deus então teria enviado o que ficou conhecido como as 10 pragas do Egito: transformação das águas em sangue; invasão das rãs; piolhos; moscas; morte dos animais; tumores e úlceras; chuva de pedras; gafanhotos; trevas; e morte dos primogênitos.

“Somente na 10ª praga, quando o filho mais velho do Faraó também morreu, que ele, finalmente, deixou o povo hebreu ir. E é exatamente nesta 10ª praga que se originou a celebração da Páscoa judaica”, explica o pastor.

“A narrativa histórica está narrada na Bíblia, no livro de Êxodo. O texto registra que Deus avisou a Moisés que à meia-noite e mataria todos os primogênitos, tanto pessoas quanto animais, mas que a morte não alcançaria os filhos dos judeus.”

Os judeus, no entanto, teriam que matar cordeiros e manchar com um pouco de seu sangue as portas das casas. “O sangue dos cordeiros funcionaria como proteção. Quanto à carne, deveriam comê-la toda, sem deixar restos e pequenas sobras deveriam ser queimadas. Também deveriam permanecer vestidos e preparados (cinto atado, sandálias nos pés e cajado na mão) durante a madrugada para saírem imediatamente quando Deus avisasse”, diz.

O “Pessah”, no Antigo Testamento, simboliza, então, a passagem de Deus sobre as casas dos judeus no Egito. “Por extensão, implicou na passagem da vida de escravidão no Egito para a vida de liberdade em Canaã. A partir deste evento, o povo judeu passou a comemorar anualmente a Páscoa como um memorial”, explica Nascimento.

Já para os cristãos, a celebração da Páscoa tem fundamento no Novo Testamento, e simboliza a passagem de Deus na Terra, por meio de seu filho. Jesus nasce num momento em que, cerca de 15 séculos depois, os judeus viviam sob o domínio do Império Romano e precisavam de um “messias” para libertá-los novamente.

A Páscoa, para os cristãos, só tem sentido pela crença na ressurreição de Cristo três dias após sua morte.

“A implicação prática da Páscoa para as pessoas que verdadeiramente creem em Cristo como o Cordeiro Pascal é buscar ter a mente e visão como a dele, e ter ações semelhantes às dele”, diz o pastor. “Isso implica em doação, deixar a zona de conforto e até fazer algum sacrifício.” 

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