Murilo Benício vive prefeito machista em minissérie da Globo: ‘É estranho ouvir as coisas que ele fala’

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Estevam Avellar/ Rede GloboMurilo Benício contracena com a esposa Débora Falabella na nova minissérie da Globo.

Murilo Benício é umas das estrelas do elenco de Se Eu Fechar os Olhos Agora, nova minissérie da Globo que estreia na noite desta segunda-feira (15). Ele interpreta Adriano, um rigoroso pai de família e prefeito da pacata São Miguel.

“Adriano é um cara muito inteligente, articulado, mas que dentro de casa é frio”, conta o ator em entrevista ao HuffPost Brasil. “Ele não consegue lidar com o carinho das filhas, tem ali um machismo muito exacerbado”, completa.

A produção é ambientada nos anos 60, mas encontra ecos no presente. O personagem de Benício é nascido em uma família de políticos, tem total domínio sobre São Miguel e faz de tudo para se manter no poder.

″É muito atual essa situação de poder e política, com pessoas que regem uma cidadezinha de acordo com seus interesses”, reflete o ator.

Adriano tem também um casamento de aparências com Isabel, vivida por Débora Falabella – esposa de Benício na vida real. O personagem tem duas filhas, Cecília (Marcela Fetter) e Vera Lúcia (Jullia Svacinna).

Em um discurso público, logo no primeiro episódio, Adriano se gaba das jovens, chamando-as de “belas, recatadas e do lar”, referência explícita do roteirista Ricardo Linhares ao título da matéria da revista Veja que, em 2016, apresentava assim Marcela Temer, mulher do então vice-presidente Michel Temer.

“Eu achava estranho dizer aquilo, mas não me restou nenhuma alternativa a não ser dizer aquilo de verdade”, admite Benício.

Para além das aparências, o prefeito de São Miguel esconde segredos obscuros diretamente relacionados ao assassinato de Anita (Thainá Duarte), feminicídio descoberto por 2 adolescentes e que dá início ao thriller de suspense.

“A série tem essa coisa do quebra-cabeça. Em cada episódio você descobre uma coisa nova. Você não sabe para onde estão indo essas pistas e é sempre surpreendente”, explica o ator sobre a produção dirigida por Carlos Manga Jr.

“Você vai descobrindo aos poucos a intimidade de cada pessoa que se envolve com a história [do assassinato]. Você percebe que tudo de certa forma é uma teia, todos os personagens estão ligados ao acontecimento”, completa Benício.

A forma como a narrativa é desenvolvida foi o que mais marcou Benício nesse trabalho, sua primeira série com linguagem de suspense. “É impactante quando há o movimento da inocência descobrindo o cruel”, afirma.

Assista à entrevista em vídeo na íntegra no player abaixo:

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