Festival ‘É Tudo Verdade’ traz 17 documentários dirigidos por mulheres

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HuffPost BrasilCena de ‘Hoje e Não Amanhã’, filme de Josefina Morandé que conta a história do movimento chileno Mulheres Pela Vida – combativo na ditadura militar chilena.

Principal festival de documentários do Brasil e um dos mais importantes do gênero no mundo, o É Tudo Verdade deste ano apresenta 66 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens de diferentes partes do globo. 

A programação é totalmente gratuita e deve acontecer entre 4 e 14 de abril em São Paulo. No Rio de Janeiro, as exibições serão entre os dias 8 e 14 do mesmo mês.

Mike Wallace Está Aqui, de Avi Belkin, filme sobre a trajetória do célebre jornalista americano e apresentador do programa 60 Minutes, abrirá a programação no dia 3 de abril na capital paulista. Já no Rio, haverá a estreia mundial de Memórias do Grupo Corpo, de Paulo Thiago, sobre o engajado coletivo teatral que, com arte, resistiu à ditadura militar.

Nelson Pereira dos Santos e Claude Lanzmann, cineastas cultuados, ambos mortos no ano passado, serão homenageados na programação, que neste ano é dividida em três seções: competição brasileira, competição internacionalcompetição latino-americana, além da mostra O Estado das Coisas. O vencedor da competição internacional será habilitado a ser pré-selecionado para o Oscar.

Em meio à extensa programação – que em 2019 traz 11 filmes a mais que no ano passado – as mulheres marcam forte presença. A seguir, você acompanha detalhes das 17 produções dirigidas por mulheres que integram  programação do festival internacional de documentários. Horários e locais de exibição e outras informações completas podem ser acessadas no site do evento.

Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos (Brasil, 2019)

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Este filme recupera memórias e traz revelações de Dorival Caymmi (1914-2008), o patrono musical da Bahia. Dirigida por Daniela Broitman, a produção tem como base uma entrevista inédita com o artista, gravada em 1998, e será exibida dentro da competição nacional de longas e médias-metragens.

Rumo (Brasil, 2019)

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Por meio de entrevistas, animações e imagens de arquivo, Rumo conta a trajetória do grupo artístico homônimo e destaque da chamada Vanguarda Paulista. O filme é dirigido por Mariana Pamplona e Flavio Frederico e será exibido dentro da competição de longas e médias-metragens nacionais.

A Beira (EUA, 2018)

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Com direção da cineasta americana Alison Klayman, o documentário A Beira acompanha o ex-estrategista-chefe da Casa Branca e um dos mentores da atual onda conservadora Steve Bannon durante as eleições legislativas de 2018 EUA. A produção integra a competição internacional de longas e médias-metragens.

Defensora (Israel, Canadá e Suiça, 2019)

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Este documentário traça um perfil da advogada israelense Lea Tsemel, que defende palestinos há cinco décadas e já recebeu a insólita alcunha de “advogada do diabo”. Dirigido por Rachel Leah Jones e Philippe Bellaïche, o filme será exibido na competição de longas e médias-metragens internacionais.

Hungria 2018 – Bastidores da Democracia (Hungria, 2018)

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O documentário da cineasta Eszter Hajdu retrata a campanha presidencial de 2018 na Hungria, episódio que opôs o primeiro-ministro de extrema-direita Viktor Orbán e o ex-premiê socialista Ferenc Gyurcsány. O filme também será exibido dentro da competição internacional de médias e longas-metragens.

Ziva Postec. A Montadora por Trás do Filme ‘Shoah’ (Canadá, 2018)

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A cineasta canadense Catherine Hébert recupera a jornada da montadora israelense Ziva Postec que, entre 1979 e 1985, trabalhou com o documentarista francês (e homenageado do festival neste ano) Claude Lanzmann (1925-2018) no projeto que resultou no filme Shoah. A produção também está na mostra competitiva internacional de médias e longas-metragens.

Nome de Batismo – Frances (Brasil, 2019)

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Neste filme, a diretora Tila Chitunda descobre detalhes do passado de seu pai ao conhecer e entrevistar a freira que ajudou sua família a fugir da guerra civil que fez com que milhares de angolanos deixassem suas terras nos anos 70. A produção será exibida dentro da competição nacional de curtas-metragens.

Partir (Brasil, 2018)

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Com formato experimental, esta trabalho da documentarista paulistana Sonia Guggisberg apresenta cantos líricos – gravados de forma amadora por uma mulher entre os anos 1970 e 2005 – e colagens de imagens que narram a história de uma família. O filme será exibido na competição de curtas nacionais.

Planeta Fábrica (Brasil, 2019)

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A diretora Julia Zakia mostra os últimos momentos de atividade de uma fábrica de chapéus na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, que está prestes a ser demolida. O filme também participa da competição nacional de curtas.

Vento de Sal (Brasil, 2019)

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Também participante da competição nacional de curtas, o filme Vento de Sal, assinado pela diretora carioca Anna Azevedo registra o trabalho com peixes executado de forma singular na pequena vila portuguesa de Nazaré.

Lily (EUA, 2018)

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O filme traça um perfil de Lily Renée, que fugiu da Áustria ocupada pelos nazistas ainda adolescente e, nos EUA, tornou-se um das pioneiras na indústria dos quadrinhos. O filme da diretora americana Adrienne Gruben também será exibido dentro da competição nacional de curtas.

O Mar Enrola na Areia (Portugal, 2018)

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Este trabalho da diretora Catarina Mourão constrói o retrato de um sujeito misterioso que circulava pelas praias portuguesas na década de 1950. O ponto de partida dessa história é uma película de 30 segundos. A exibição de O Mar Enrola na Areia ocorre dentro da competição de curtas nacionais.

Hoje e Não Amanhã (Chile, 2018)

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O longa-metragem de Josefina Morandé apresenta a história do movimento chileno Mulheres Pela Vida. A partir de 1983, cidadãs das mais diversas profissões e correntes e espectros políticos se reuniram para combater a ditadura no país. O documentário será exibido dentro da competição latino-americana.

Carta a Theo (Bélgica, 2018)

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A diretora belga Elodie Lélu faz uma homenagem ao consagrado cineasta Theo Angelopoulos, que morreu em 2012 em decorrência de um atropelamento enquanto trabalhava em um filme sobre a migração e a crise econômica. O longa-metragem será exibido na mostra O Estado Das Coisas.

Marceline. Uma Mulher. Um Século (França e Holanda, 2018)

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Neste longa, a escritora e cineasta francesa Marceline Loridan-Ivens (1928-2018) recorda sua história ao lado holandês Joris Ivens, cineasta que dirigiu mais de 40 produções. O filme da diretora Cordelia Dvorák também será exibido dentro da mostra especial O Estado das Coisas.

Dino Cazzola – Uma Filmografia de Brasília (Brasil, 2012)

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Dirigido por Cleisson Vidal e Andrea Prattes, o filme traz à tona o processo de consolidação de Brasília no final dos anos 50 a partir do acervo de 300 horas de imagens feitas pelo cinegrafista e produtor italiano Dino Cazzola. O documentário terá exibição online no site do Itaú Cultural, comentada pelo diretor do festival Amir Labaki. 

Histórias Cruzadas (Brasil, 2008)

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Filha do cineasta Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988), a diretora Alice de Andrade recupera revisita a obra do pai – marcada por clássicos como Macunaíma, Os Inconfidentes e O Homem do Pau-Brasil – e a história de sua família. O longa também será exibido apenas no site do Itaú Cultural, com comentários de Amir Labaki. 

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