Relatório destaca ‘onda de infelicidade’ no Brasil e no mundo

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Nesta quarta-feira (20), celebra-se o Dia Internacional da Felicidade. Desde 2012, a empresa de opinião Gallup publica o “Relatório Mundial da Felicidade” para analisar o bem-estar das pessoas em diversos países.

O estudo deste ano traz algumas provocações importantes. Segundo a análise, há a sensação de que não só o Brasil, mas o mundo vive uma crescente onda de infelicidade. 

A Finlândia lidera pelo segundo ano consecutivo o ranking dos países mais felizes. Em seguida, estão Dinamarca, Noruega, Islândia e Holanda.

O Brasil aparece na 32ª posição e atingiu o ápice da infelicidade em 2018. Crise econômica e a falta de confiança nos políticos intensificaram o quadro. 

O relatório analisa 156 nações e acumula dados dos últimos 12 anos em seis variáveis que ajudam a medir o bem-estar da população: renda, liberdade, confiança, expectativa de vida saudável, apoio social e generosidade.

scanrail via Getty ImagesHelsinki, capital da Finlândia, país que lidera pelo segundo ano consecutivo o ranking dos países mais felizes.

O relatório deste ano também fornece dados sobre como a depressão e o abuso de substância ilícitas estão impactando os Estados Unidos. 

Os editores do relatório ainda apontam para a tendência de enfraquecimento das relações interpessoais, uma vez que o uso crescente das redes sociais, especialmente entre os jovens, está aumentando os níveis de ansiedade na população. 

Segundo o relatório, os indicadores de bem-estar psicológico, como depressão, ideias suicidas e de automutilação, aumentaram acentuadamente entre os adolescentes americanos desde 2010, particularmente entre meninas e mulheres mais jovens.

A depressão e a automutilação também aumentaram durante esse período entre os jovens que vivem no Reino Unido.

O documento conclui que os nascidos após 1995 tem a tendência de demonstrar mais fragilidade no seu bem-estar emocional quando comparados com a geração anterior, os Millennials (nascidos em 1980-1994).

A pesquisa também ressalta que, apesar de a renda ser um fator relevante, as grandes potências mundiais não estão livres de lidar com aspectos da tristeza. Diversos países considerados ricos demonstraram queda nas posições do ranking.

O Reino Unido ficou em 15º lugar, a Alemanha ficou em 17º, o Japão ficou em 58º lugar, a Rússia ficou em 68º e a China ficou em 93º.

Veja um resumo da lista:

Países com níveis mais altos de felicidade

1. Finlandia

2. Dinamarca

3. Noruega

4. Islândia

5. Holanda

6. Suíça

7. Suécia

8. Nova Zelândia

9. Canadá

10. Austrália

Países com níveis mais baixos de felicidade

1. Sudão do Sul

2. República Centro-Africana

3. Afeganistão

4. Tanzânia

5. Ruanda

6. Iémen

7. Malawi

8. Síria

9. Botsuana

10. Haiti 

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