Militar é destacado para cuidar de redes sociais do Planalto após polêmicas

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Adriano Machado / ReutersPresidente publicou, em sua conta no Twitter, vídeo obsceno na última semana.

Mais um militar chegará ao governo Bolsonaro. Desta vez, para comandar as contas da Presidência nas redes sociais.

O coronel Didio Pereira de Campos, que já foi chefe da assessoria de imprensa do Exército, assumirá como diretor do Departamento de Publicidade da Secretaria de Publicidade e Promoção da Secom (Secretaria de Comunicação Social) do Planalto.

Sua nomeação, assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (11).

Segundo a Folha de S. Paulo, o coronel vai comandar a nova área de Comunicação Global, que ficará responsável pelo “monitoramento das redes sociais, publicidade oficial e criação de conteúdo”. O Globo, diz, contudo, que o militar não ficará responsável pelos perfis pessoais de Jair Bolsonaro.

A decisão foi divulgada em meio a um visível descontrole das contas do presidente nas redes. Na última semana, o perfil oficial de Bolsonaro no Twitter publicou um vídeo obsceno para criticar o Carnaval de rua. A postagem virou alvo de críticas, o vídeo foi denunciado ao Twitter e a publicação recebeu um filtro da rede social alertando que possuía um “conteúdo sensível”.

Após a repercussão negativa, o Planalto teve que emitir uma nota oficial, dizendo que a publicação do presidente “não teve a intenção de criticar o carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco”.

No último domingo, Bolsonaro usou uma informação falsa para atacar a jornalista Constança Rezende, do jornal O Estado de S.Paulo. Em seu perfil no Twitter, o presidente atribuiu falsamente à repórter a declaração de que teria intenção de “arruinar Flávio Bolsonaro″ e buscar o impeachment do presidente.

A frase teria sido dita pela jornalista, segundo a denúncia de um jornalista francês que é citado pelo Terça Livre, site bolsonarista que dissemina fake news. Na tarde desta segunda, no entanto, o site francês Mediapart, que é creditado pelo site bolsonarista, desmentiu a informação.

“As informações publicadas no ‘club de Mediapart’, que serviram de base para o tuíte de @jairbolsonaro, são falsas”, publicou o site francês.

Não é de hoje que o descontrole de Bolsonaro e de seus filhos nas redes sociais preocupa os militares no governo. Agora se tornou um problema também para sua equipe no Planalto, que precisa “consertar” postagens impulsivas e, muitas vezes, incorretas.

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente conhecido por ser agressivo nas redes, foi responsável, durante a campanha pelo perfil de Bolsonaro no Twitter.

Oficialmente, o controle hoje da conta está sob a Secom, mas sua real forma de gestão é uma incógnita. Floriano Amorim, que seguirá acima do coronel na comunicação, foi indicado ao posto por Carlos.

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