Funcionários da Microsoft não aprovam uso militar de HoloLens

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Na semana passada, um grupo de aproximadamente 50 funcionários da Microsoft assinou uma carta que exige que a empresa cancele seu contrato de quase meio bilhão de dólares com o exército norte-americano. O acordo em questão permitirá o licenciamento da tecnologia de realidade aumentada HoloLens para fins de combates e treinamentos militares.

Com destino ao CEO Satya Nadella e ao presidente da empresa, Brad Smith, a carta circulou inicialmente entre os funcionários, mas está sendo liberada para o público. A publicação discute, principalmente, o uso da tecnologia da Microsoft para aumentar a letalidade dos conflitos armados, alegando que a proposta contribuiria para transformar o combate em uma espécie de videogame, o que causaria um distanciamento dos soldados da realidade desoladora da guerra e do derramamento de sangue.

 

Imagem: Reprodução/BetaNews

De acordo com a carta, o objetivo da Microsoft é desenvolver e testar uma plataforma única que possa ser utilizada pelos soldados para lutarem e treinarem — isso deveria trazer benefícios, como aumento da mobilidade e consciência situacional, características necessárias para o enfrentamento de inimigos. Entretanto, os funcionários alegam que não se candidataram a seus cargos para desenvolver armas, então exigem que sua voz seja ouvida nas questões relacionadas à forma como seus trabalhos são aplicados.

As críticas refletem uma tendência que está cada vez mais forte entre os colaboradores da área de tecnologia, que exigem o fim dos usos questionáveis dos produtos das empresas em que trabalham. Uma situação parecida ocorreu com a Google no ano passado, quando os funcionários tiveram sucesso ao pressionar a empresa para abandonar seu projeto de defesa com o Pentágono. Além disso, também conseguiram fazer que a empresa desistisse de construir na China uma versão censurada de seu motor de buscas.

 

Imagem: Reprodução/RoadtoVR

Essa não é a primeira vez que a Microsoft preocupa a equipe sobre quais usos de sua tecnologia poderiam ser adotados pelo governo. Em junho do ano passado, centenas de funcionários assinaram uma petição que exigia que a empresa abandonasse um contrato com os órgãos governamentais responsáveis pela imigração e alfândega dos EUA. Em outubro, exigiram que a empresa cancelasse um projeto com orçamento de 10 bilhões de dólares que seria utilizado para construir serviços na nuvem para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

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