Eduardo Bolsonaro pondera sobre morte de neto de Lula após ofender petista

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Agencia Makro via Getty ImagesEduardo Bolsonaro precisou esclarecer tweet sobre morte do neto de Lula.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) decidiu esclarecer sua posição sobre a morte do neto do ex-presidente Lula neste sábado (2). Após a repercussão negativa de um tweet, inclusive com críticas de seus apoiadores, o parlamentar afirmou pelo Twitter que “é óbvio” que “a morte da criança é um fato lamentável indesejável”.

“Não misturem as coisas”, pediu Eduardo Bolsonaro. Na sexta-feira (1º), ele chamou Lula de “larápio” que estaria “posando de coitado” por querer ir ao velório de Arthur Araújo Lula da Silva, vítima de meningite meningocócica aos 7 anos. 

Embora a maior parte das críticas tenha vindo da esquerda, perfis de militantes de Bolsonaro também se solidarizaram com o petista pela perda do neto e pediram sensibilidade ao filho do presidente da República.

O tweet de ontem que gerou a controvérsia foi o seguinte:

Preso por ser condenado em 2ª instância por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, desde abril do ano passado, Lula foi autorizado pela Justiça Federal a ir ao enterro do neto.

A defesa do ex-presidente se baseou na Lei de Execução Penal para conseguir o benefício. Essa legislação permite a saída temporária de presos em caso de “falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”. 

Lula participou do velório do neto, em São Bernardo do Campo, por cerca de duas horas no fim da manhã deste sábado. Ele já retornou a Curitiba, onde fica preso na carceragem da Polícia Federal.

MIGUEL SCHINCARIOL via Getty ImagesLula participou do velório do neto Arthur Araújo neste sábado (2) em São Bernardo do Campo.

No final de janeiro, a juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais de Curitiba, a mesma que autorizou a viagem de Lula hoje, recusou o pedido de Lula de participar do velório do irmão Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá.

Lebbos acolheu argumentos do MPF (Ministério Público Federal) e da Polícia Federal de que não havia um helicóptero para transportar o ex-presidente — devido aos resgates em Brumadinho — e de que era necessário preservar a “segurança pública e do próprio preso”.

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