Impedir ajuda humanitária na Venezuela é ‘atentado contra direitos humanos’, diz presidente da Colômbia

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ReutersIván Duque e Juan Guaidó fizeram pronunciamento juntos na fronteira da Colômbia com a Venezuela.

Os líderes colombiano e venezuelano fizeram um pronunciamento à imprensa em Cúcuta, na fronteira dos 2 países, sobre o transporte da ajuda humanitária da Colômbia à Venezuela. “Impedir que isso [entrega dos mantimentos] aconteça é um atentado contra os direitos humanos. Poderia constituir um crime lesa-humanidade”, alertou o presidente da Colômbia, Iván Duque, no início da tarde deste sábado (23).

Ao lado de Juan Guaidó, presidente autoproclamado da Venezuela há exatamente 1 mês, Duque fez um apelo aos militares que estão bloqueando a fronteira por ordem do ditador Nicolás Maduro.

“Pedimos que as Forças Armadas se posicionem do lado correto da História… Dos seus irmãos que estão levando ajuda humanitária para o povo da Venezuela”, destacou Duque.

Segundo o presidente colombiano, a entrega de apoio com alimentos não perecíveis e medicamentos é “um exercício multilateral de caráter pacífico e humanitário”. Uma resposta ao que considerou “violação sistemática das condições mínimas da vida do povo venezuelano”.

Cerca de 10 caminhões com a ajuda partem de Cúcuta rumo à Venezuela em breve. Guaidó embarcou em um desses veículos.

No pronunciamento conjunto, ele ressaltou que a ação será pacífica e tranquila e reforçou o apelo aos militares que poderão desertar e liberar os veículos com os produtos. “Bem-vindos ao lado certo da História”, disse Guaidó. Uma emissora venezuelana informa que 4 militares já desertaram e vão apoiar a ação humanitária.

A fronteira da Venezuela com a Colômbia foi fechada na noite de sexta-feira (22), um dia depois de Maduro ter bloqueado a fronteira com o Brasil.

A tensão alcançou níveis alarmantes com ação militar em Kumarakapay, cidade no sul da Venezuela e perto da fronteira com o Brasil. Ao menos duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas.

A Venezuela vive uma crise de desabastecimento devido ao colapso econômico do país. Além da pobreza, a fome assolou o território. No ano passado, os venezuelanos perderam uma média de 11 quilos. 

Os hospitais também estão em situação da calamidade pois há uma escassez de medicamentos e materiais médicos.

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