Moro sobre suspeitas de laranjas no PSL: ‘Eventuais responsabilidades vão ser definidas’

0
38

Cresce a pressão no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, para uma solução em relação à suspeita de candidaturas laranjas. O principal alvo das queixas é o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebbiano, apontado como responsável por destinar verba da sigla para campanhas que estão em xeque. Nesta quinta-feira (14), o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ressaltou que o caso está sendo investigado, a pedido do presidente, e prometeu uma resposta.

“O senhor presidente Jair Bolsonaro proferiu uma determinação e a determinação está sendo cumprida. Os fatos vão ser apurados e eventuais responsabilidades, após as investigações, vão ser definidas”, disse.

Na quarta-feira (13), após deixar o hospital, o presidente expôs o racha com Bebbiano. Além de ter endossado o áudio publicado pelo filho Carlos Bolsonaro, no qual mostra irritação com o ministro, o presidente disse à Record que, se houver irregularidade, o ministro deverá ‘voltar às origens’.

Embora haja expectativa de que Bebbiano peça demissão, o ministro tem afirmado à imprensa que não vai deixar o cargo.

Série de reportagens da Folha indicam que no período em que Bebbiano presidiu o PSL, o partido financiou candidaturas laranjas em Pernambuco. Reportagem publicada na quarta-feira afirma que Bebbiano liberou R$ 250 mil de verba pública para campanha de ex-assessora. O dinheiro, segundo o jornal, foi destinado para uma gráfica registrada em endereço de fachada.

O ministro, por outro lado, afirma que a responsabilidade é do atual presidente da sigla, o deputado Luciano Bivar (PE), do grupo ligado às candidaturas. Bivar, que é considerado o dono do partido, por outro lado, alega que estava licenciado do comando do partido na campanha.

A filiação de Bolsonaro ao PSL, em março do ano passado, foi negociada com Bivar por intermédio de Bebbiano. A sigla, que hoje é a segunda maior da Câmara dos Deputados, contava apenas com um parlamentar antes do ingresso do capitão reformado do Exército.

Integrantes do PSL tentam isolar a sigla da crise. No plenário da Câmara, o deputado Alexandre Frota (PSL-SP) afirmou que há tentativa de colocar o partido como corrupto e que querem transferir para Bolsonaro o “o título de Doutor Honoris Causa em corrupção”. “Laranja podre, no PSL, será esmagada”, emendou.

Laranja podre, no PSL, será esmagada.Alexandre Frota (PSL-SP)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui