Gosta de The Walking Dead? Então precisa conhecer o ‘Pai dos Zumbis’ no Brasil

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HuffPost BrasilRodrigo Oliveira e seu ‘Trono de Ossos’ durante evento em São Paulo.

Se você é um dos milhões de fãs dos quadrinhos ou da série de TV The Walking Dead e ainda não ouviu falar de Rodrigo de Oliveira, um aviso: Está perdendo a oportunidade de conhecer o verdadeiro “Pai dos Zumbis” no Brasil.

Referência no mundo literário quando o assunto é ficção científica, o autor da saga As Crônicas dos Mortos, formada por 6 livros e um spin off, conversou com a reportagem do HuffPost Brasil e contou um pouquinho sobre como começou sua paixão pelo mundo dos mortos-vivos.

“A ideia da série surgiu de uma forma tremendamente inusitada: foi após um longo e realista pesadelo que eu tive ao assistir ao filme “Madrugada dos Mortos”, dirigido por Zack “This is Sparta!” Snider. Foi um pesadelo tão marcante que eu quis transformar a história com a qual eu sonhei num livro. Claro, faltavam diversos elementos para que aquilo tudo pudesse se transformar numa história, por isso após aquele dia começou um demorado processo de pesquisa e preparação que durou quase um ano”, revelou.

PAULO AMARAL/HUFFPOST BRASILSaga As Crônicas dos Mortos é formada por 6 livros e um spin off.  

A saga começa com o livro O Vale dos Mortos, que conta a história de um planeta vermelho que está em rota de colisão com a Terra e os desdobramentos que dão início a uma estranha doença que acomete 2/3 da população.

Recheada de detalhes e com pontos curiosos, como a participação dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, que acabam vitimados pelo surto que assola o planeta durante uma passagem da história, a saga tem outros 6 volumes (A Batalha dos MortosA Senhora dos MortosA Ilha dos MortosA Era dos Mortos – Parte 1 e A Era dos Mortos – parte 2, além do spin off Elevador 16).

“Ao término desse um ano de preparação eu já tinha definido a história inteira, livro por livro. Claro, o momento da escrita acaba revelando problemas e oportunidades inusitados e por isso eu precisei fazer diversas mudanças ao longo do caminho, como, por exempl,. a decisão de dividir o último livro da saga em dois volumes”, contou. “Mas, de forma geral, eu consegui me manter bastante fiel ao que eu tinha imaginado originalmente.”

Rodrigo de Oliveira admitiu as semelhanças entre sua obra e a famosa produção que já está em sua 9ª temporada na TV. E disse se sentir honrado quando alguém dá às suas obras um peso semelhante ao que The Walking Dead representa no universo dos zumbis.

“Sempre fui um fã incondicional das histórias de zumbis, apesar de nunca ter lido nada do gênero. E, claro, assisto a The Walking Dead desde o primeiro episódio. Por isso, para mim, é uma honra e uma imensa responsabilidade quando comparam meu trabalho com um colosso como esse”.

O autor só não quis pegar para si os méritos envolvendo uma passagem atual da trama da TV, na qual uma nova espécie de zumbis (na verdade trata-se de um novo grupo que terá suma importância na segunda metade da nova temporada) parece estar mais “inteligente e evoluída”, assemelhando-se ao que acontece no livro A Senhora dos Mortos, que introduz ao público uma morta-viva capaz de se comunicar com os seres humanos.

“Quem me dera (risos)! A verdade é que são abordagens distintas. Não quero dar spoilers para os fãs de TWD, mas a série deve seguir uma lógica muitíssimo diferente da minha”, disse.

“Eu me perguntava o tempo todo, durante o planejamento da saga, o que aconteceria se surgisse um zumbi racional, capaz de controlar e liderar as demais criaturas e que fosse movido por um incontrolável desejo de vingança. Essa era uma ideia tentadora, pois eu tinha medo de deixar a vida dos sobreviventes ‘fácil demais’”, revelou.

No final das contas, ele acabou criando o próprio Anticristo, “uma personagem tão assustadora que chegou a causar pesadelos em alguns leitores”, diz.

Rodrigo brincou quando questionado pela reportagem sobre o que acha de ser chamado de “Pai dos Zumbis” aqui no Brasil.

“Ah, eu não me vejo assim! Acho que construí uma boa história, mas o sucesso da saga é fruto de um grande trabalho em equipe, além da construção de excelentes parcerias ao longo dos anos. Sem esse tremendo time, a saga nunca teria alcançado os resultados que conseguiu”, afirmou.

“Algumas pessoas me procuram para dar os parabéns pelas Crônicas dos Mortos. Para todas elas eu respondo sempre a mesma coisa: ’Eu não sou ninguém, sou um mero contador de histórias. Simples assim’.”

DivulgaçãoAutor da saga sobre zumbis também se arriscou em obra de ficção científica.

Outros mares

Nem só de apocalipse zumbi vive o autor Rodrigo de Oliveira. O escritor confessou que demorou para encerar a saga Crônica dos Mortos por um motivo curioso: Bloqueio criativo.

Sem conseguir finalizar o sétimo livro da série, desengavetou um projeto inspirado no clássico O Senhor das Moscas e fez nascer, em 2017, a obra Os Filhos da Tempestade.

No livro em questão, não há zumbis nem apocalipse, mas não falta emoção. A trama é baseada na história de um grupo de jovens que deixa o Rio de Janeiro com destino aos Estados Unidos, mas vê a viagem de avião interrompida por uma tempestade que os faz cair no mar.

Presos em uma ilha deserta, os sobreviventes precisam superar desafios e lutar pelas próprias vidas em um lugar habitado por uma força maligna ancestral e onde se esconde um terrível segredo envolvendo uma jovem bruxa do século XVII.

Oliveira confessou que, assim como a saga do universo zumbi, a obra Os Filhos da Tempestade também terá uma continuação. Mas não quis adiantar para os fãs quando o segundo capítulo dessa emocionante história será contado.

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