Vídeo de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, dançando no hospital viraliza

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Um vídeo que mostra Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro citado em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), dançando no hospital enquanto toma soro viralizou nas redes sociais neste sábado (12).

Queiroz faltou a dois depoimentos agendados pelo Ministério Público para responder sobre movimentações bancárias atípicas alegando motivos de saúde.

Na gravação, uma das filhas estimula Queiroz a dançar: “Agora é vídeo, pai!”. O ex-assessor, que está tomando soro na veia, pega então o suporte da bolsa e dança em volta dele.

Queiroz havia sido internado no dia 30 de dezembro no hospital Albert Einstein para o tratamento de um câncer no intestino, e recebeu alta no último dia 8. 

Segundo o advogado do ex-assessor, Paulo Klein, a gravação foi feita na noite do dia 31 de dezembro, horas antes de ser submetido a uma cirurgia, “inclusive com risco de morte”.

Os depoimentos que Queiroz não compareceu por razões médicas seriam nos dias 19 e 21 de dezembro. No dia 26 de dezembro ele deu uma entrevista exclusiva de 22 minutos ao SBT.  

“Eles gravaram o vídeo de alguns segundos no raro momento de descontração na visita deles no Albert Einstein”, disse Klein, em nota. ”É importante registrar que o referido vídeo foi feito no dia 31.12.2018 à meia noite, dentro do contexto humanamente compreensível de uma data comemorada universalmente”, completou.

Nathalia e Evelyn Queiroz, filhas de Fabrício também faltaram a um depoimento marcado pelo MP no último dia 8 sob o argumento de que estavam acompanhando Queiroz no hospital. Elas também são citadas no relatório do Coaf.  

Reprodução/ SBTQueiroz, em entrevista ao SBT antes de ser internado no Albert Einstein.

Integrante do gabinete do filho do presidente eleito na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até outubro de 2018, o motorista fez movimentações financeiras suspeitas no valor de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017, segundo relatório do Coaf.

As transações foram consideradas atípicas. Na época, Queiroz recebia da Alerj um salário de R$ 8.517 e acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar.

Entre as movimentações suspeitas está um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama. De acordo com o presidente eleito, o valor refere-se ao pagamento de uma dívida.

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