Onyx Lorenzoni nega ‘caça às bruxas’ com exoneração de 300 da Casa Civil

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O ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PSL), Onyx Lorenzoni, negou nesta quinta-feira (3) que a exoneração de mais de 300 funcionários em cargos comissionados vinculados ao órgão seja uma “caça às bruxas”. A exoneração em massa dos que ocupavam cargos de confiança foi publicada nesta quinta-feira (3), em portaria no Diário Oficial da União.

“Justamente para não ter [caça às bruxas] é que nós exoneramos todos”, disse Lorenzoni a jornalistas após a primeira reunião ministerial no Palácio do Planalto.

Ele ainda afirmou que os exonerados deverão se submeter a uma avaliação para definir se serão readmitidos nos postos. Segundo ele, a pasta vai investigar o contexto das indicações em governos anteriores, principalmente nas gestões petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“O primeiro critério é técnico, competência. Depois vai ser feita uma avaliação, uma análise, de quem é que indicou, como é que chegou [ao governo], para ser retirado da atual máquina, pelo menos dentro da Casa Civil”, afirmou, acrescentando que o método deverá ser adotado pelos demais ministérios.

“Não há nenhum sentido ter um governo com o perfil que nós temos com pessoas que defendem outra lógica, outro sistema político, outra organização da sociedade”, completou Lorenzoni.

O ministro afirmou que a exoneração em massa é o único jeito de “limpar a casa” e libertar o Brasil das “ideias socialistas e comunistas”.

“O que a sociedade brasileira decidiu por maioria? Dar um basta nas ideias socialistas e nas ideias comunistas, que por 30 anos nos levaram a esse caos que vivemos hoje, de desemprego, de desestruturação do Estado, de insegurança das famílias e de escola que, em vez de educar, doutrina.”

“Despetizar o Brasil”

Na quarta-feira (2), Lorenzoni havia afirmado à imprensa que cumpria determinação do presidente Bolsonaro de “despetizar” o governo.

“Vamos retirar da administração pública federal todos aqueles que têm marca ideológica clara. Nós sabemos do aparelhamento que foi feito, principalmente nos quase 14 anos que o PT aqui ficou”, disse o ministro, na ocasião.

O secretário-executivo da Casa Civil pode, em até 7 dias, manifestar interesse em manter algum servidor, empregado ou militar no órgão. Pelo texto da portaria, a medida atinge todos os ocupantes de cargos em comissão ou funções de confiança de nível hierárquico igual ou inferior ao nível 6 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS).

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