Paulo Guedes diz que reforma da Previdência e abertura de mercado são prioridades

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (2) que sua gestão será centrada em 4 pilares: abertura da economia, simplificação e redução de impostos, privatizações e reforma da Previdência.

“Sem a reforma da Previdência, sabemos que nós não sustentaremos o teto de gastos e teremos muita dificuldade de continuar persistindo na estratégia de ajuste gradual”, disse Guedes. “Teto, sem paredes de sustentação, cai.”

“Se for bem sucedido [o desafio da Previdência], temos 10 anos de crescimento pela frente. Se não for, temos sugestões também… Você desindexa, desvincula e desobriga todas as despesas e receitas da União”, continuou.

Guedes disse ainda que o governo dará foco a medidas infraconstitucionais nos próximos 30 dias e estimou que, com uma única medida provisória para coibir fraudes na Previdência, será possível economizar de R$ 17 bilhões a R$ 30 bilhões por ano.

Abertura de mercado

O novo ministro também defendeu a abertura de mercado e disse que esse é o principal mecanismo de inclusão social.

Segundo Guedes, o Brasil desperdiçou a oportunidade de crescer como os “tigres asiáticos” por insistir em uma economia concentrada no Estado, em vez de uma economia de mercado. Ele disse que a “insistência” em ter o setor público como motor da economia produziu “2 filhões bastardos”: a expansão do gasto público e a desestabilização econômica. Nesse momento, foi bastante aplaudido por uma plateia formada por banqueiros e empresários.

O ministro da Economia prometeu também combater o corporativismo e os privilégios de setores da sociedade. Ele negou que os liberais pretendam beneficiar apenas a faixa mais rica da população e disse que o novo governo trabalhará para tornar o Estado mais eficiente para distribuir os gastos para os menos favorecidos da sociedade.

Com informações da Reuters e da Agência Brasil

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