Vaga na Libertadores consola São Paulo em ano de sonho e frustração

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O torcedor do São Paulo, mais uma vez, terminou o ano desapontado com seu time do coração. Em dado momento, o roteiro desta temporada parecia diferente do de outras, mas a liderança no Campeonato Brasileiro não passou de mera ilusão. Afinal, a queda da equipe no momento mais decisivo da competição somou-se a outras decepções de um 2018 que terminou com o sentimento de frustração.

Com Dorival Júnior mantido como técnico, após um 2017 de intensa luta contra o rebaixamento no Nacional, o Tricolor começou o ano com o futebol aquém do esperado, apesar de reforços como Nenê e Diego Souza. Derrotado em todos os clássicos na primeira fase do Campeonato Paulista, trocou de treinador e, a duras penas, alcançou o mata-mata do Estadual.

Já sob o comando de Diego Aguirre, o São Paulo saiu na frente do arquirrival Corinthians nas semifinais. No entanto, a um minuto de se garantir na decisão, viu Rodriguinho marcar de cabeça e forçar a disputa por pênaltis no jogo de volta. Com Cássio defendendo as cobranças de Diego Souza e Liziero, o time tricolor amargou dura eliminação em Itaquera.

Semanas depois, os pupilos de Aguirre voltaram a deixar escapar de suas mãos uma classificação. Precisando reverter um placar desfavorável de 2 a 1 na quarta fase da Copa do Brasil, abriram 2 a 0 no Morumbi, mas cederam o empate ao Atlético-PR e viram se esvair o sonho do título inédito.

Apesar das eliminações, o São Paulo demonstrava evolução e foi encorpando durante o Brasileiro, do qual se tornou líder no fim do primeiro turno, levando euforia à torcida que passou a sonhar com a conquista. Entretanto, com o foco voltado ao título nacional, o time se distraiu e perdeu a chance de uma conquista internacional.

Derrotado pelo modesto Colón, da Argentina, no jogo de ida, em pleno Morumbi, o Tricolor devolveu o resultado fora de casa e levou a disputa para os pênaltis. Assim como ocorreu no Paulistão, o adversário levou a melhor e despachou os brasileiros logo na segunda fase da Copa Sul-Americana.

Com a pressão mais forte no Morumbi, a situação começou a degringolar também no Brasileirão. Aos poucos, o elenco passou a escancarar carências, e as peças de reposição não mantiveram o mesmo nível de jogadores lesionados, como Everton e Joao Rojas.

Resultado: o time despencou em termos de rendimento e tabela. Saiu da ponta na 27ª rodada e, pior, viu o rival Palmeiras assumi-la. Além de não conseguir se manter na briga pelo título, deixou o G4 e viu Diego Aguirre ser demitido a cinco jogos do fim. Assim, terminando em quinto lugar, o Tricolor será obrigado a superar dois duelos eliminatórios para ingressar na fase de grupos da Copa Libertadores de 2019.

Com tal desfecho, clube e torcida iniciarão o próximo ano cercados de incertezas. A começar pela aposta no comando técnico, agora sob a responsabilidade de André Jardine, antigo comandante do time sub-20 e auxiliar de Aguirre. O objetivo, segundo ele, é montar um time de estilo “agressivo” e que seja capaz de brigar por todos os títulos, algo do qual passou longe em 2018.


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