Corinthians tem título histórico, mas fecha ano passando vergonha

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O Corinthians teve em 2018 um ano certamente marcado nas páginas da sua história com a conquista de um Campeonato Paulista na casa do seu adversário, mas pouco mais poderá falar sobre a atual temporada no futuro. Agora se reorganizando com o retorno de Fábio Carille, uma das peças que combinaram para montar o quebra-cabeça do vexatório fim de ano, o Timão fecha a temporada “louco” para que 2019 lhe traga melhores notícias.

A temporada começou com mais um “desmanche” sucedendo a conquista de um Campeonato Brasileiro. Assim como ocorrera em 2016, o Alvinegro precisou ir ao mercado para suprir saídas de peças essenciais no hepta, como Pablo,Guilherme Arana e Jô, em situação que só iria piorar durante o ano. No primeiro semestre, porém, pouco há para criticar o desempenho corintiano.

Após um começo errante, Fábio Carille achou uma forma de jogar sem a necessidade de um camisa 9, apostando na mobilidade de Jadson e Rodriguinho, o último tornando-se o principal destaque do torneio. Autor dos gols das vitórias sobre São Paulo, no último minuto, e Palmeiras, pela semifinal e final do Paulista, respectivamente, o armador soube aproveitar ao máximo a modificação.

Para coroar o grande momento de Rodriguinho, o clube derrotou ambos os rivais nos pênaltis, sendo o segundo em pleno Allianz Parque, celebrando a conquista na casa do adversário. Título histórico e emblemático diante do arquirrival, clube de maior investimento nos últimos anos, provavelmente guardado entre os inesquecíveis na trajetória corintiana. Depois daquele 8 de abril, no entanto, o Timão se perdeu.

Fábio Carille ainda estendeu por mais alguns jogos sua estadia no clube, assegurando ao Timão uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil, nas oitavas de final da Copa Libertadores e deixando seus comandados na terceira colocação do Brasileiro. Assim que ele aceitou os “dois caminhões de dinheiro” do Al-Wehda, porém, o 2018 corintiano foi ladeira abaixo.

Osmar Loss assumiu o comando e já foi para a parada da Copa na 10ª colocação, 11 pontos atrás do líder. Mesmo com alguns brilharecos em sua trajetória, como uma grande fase goleadora de Romero, Loss não resistiu a mais saídas: Balbuena, Maycon e Rodriguinho. No fim, quem acabou saindo foi o próprio treinador, numa última cartada da diretoria na busca pelo título da Copa do Brasil.

Jair Ventura assumiu o comando, impôs um sistema muito defensivo e conseguiu um grande êxito inicial: eliminou o Flamengo na semifinal da Copa, avançando para uma improvável final contra o Cruzeiro. Em contrapartida, relaxou no Brasileiro, extinguiu as chances de chegar perto do G4/G6 e viu o silencioso perigo do rebaixamento surgir. Na decisão, duas derrotas e sonho de título acabado.

Envolto em uma briga contra o descenso, o Timão fechou seus dois últimos meses em tom de vexame. Derrotas seguidas, vitória suada contra o Vasco para escapar da degola, feito conquistado com apenas 44 pontos. Jair Ventura, constrangido, viu Carille negociar seu retorno enquanto o Brasileiro ainda era disputado. Nada que o corintiano vá se orgulhar, ou até lembrar, quando contar a história daquele Paulista de 2018.


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