O que se sabe sobre o assassinato de um cabeleireiro na Av. Paulista

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O cabeleireiro Plínio Henrique de Almeida Lima, 30 anos, foi morto a facadas na noite da última sexta-feira (21) em um dos pontos mais movimentados de São Paulo, próximo à esquina das avenidas Paulista e Brigadeiro Luís Antônio.

Plínio voltava do parque Ibirapuera por volta de 22h30 com o marido e um casal de amigos gays. A família do cabeleireiro diz que ele foi vítima de homofobia. A Polícia Civil investiga o caso, mas os suspeitos ainda não foram identificados.

Segundo informações do boletim de ocorrência, os 4 caminhavam quando foram ofendidos por outros 2 homens. Um dos amigos teria discutido com a dupla e agredido um deles. Na confusão, ainda de acordo com o registro policial, o homem agredido pegou uma faca e acertou Plínio no peito. A dupla fugiu após o crime.

O cabeleireiro foi socorrido e levado para o pronto-socorro do Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

“Meu irmão era pobre, gay, negro e do candomblé. Morreu porque, no Brasil, não temos mais o direito de ir e vir. Hoje a vítima é uma pessoa da minha família. Quem será a próxima? Para o Estado, ele é só mais um para entrar para as estatísticas. Para mim, além de irmão ele era meu melhor amigo”, disse Felipe de Almeida Lima, irmão de Plínio, ao jornal O Globo.

Marco Antonio Marcondes Junior, de 21 anos, um dos amigos que estava com Plínio, disse ao Globo que eles caminhavam em direção ao metrô quando os 2 homens começaram a insultá-los por estarem de mãos dadas.

“Eles estavam atrás, começaram a zoar, xingar de veado, essas coisas. Depois ultrapassaram a gente e continuaram a ofender. Foi quando o Plínio foi tirar satisfação”, disse Junior.

O caso foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins) como homicídio qualificado por motivo fútil. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que imagens das câmeras de segurança do metrô e de prédios da região e um vídeo feito por uma testemunha estão sendo analisados.

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