João de Deus é indiciado por violência sexual mediante fraude

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A Polícia Civil de Goiás indiciou nesta quinta-feira (20) o médium João de Deus por suspeita de violência sexual mediante fraude, ou seja, por ter oferecido tratamento de cura espiritual com o objetivo de cometer abuso.

No total, polícia e Ministério Público receberam mais de 500 denúncias contra João de Deus. Ele nega as acusações.

O inquérito concluído pela Polícia Civil trata do caso mais recente de abuso sexual atribuído ao líder espiritual da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). De acordo com o relato da vítima, de 40 anos, o crime aconteceu no dia 24 de outubro deste ano.

O caso será agora enviado pelo Ministério Público de Goiás, que vai decidir se denuncia o médium à Justiça. Se for condenado por este crime, João Teixeira de Faria, o João de Deus, poderá pegar de 2 a 6 anos de prisão.

Ele está preso desde o último domingo (16), quando se entregou à polícia.

A defesa tenta conseguir a liberdade do médium na Justiça. Na quarta-feira (19), depois de ter um habeas corpus negado no STJ (Superior Tribunal de Justiça), os advogados de João de Deus recorreram ao STF (Supremo Tribunal Federal). O pedido foi encaminhado para análise do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, devido ao recesso do Judiciário.

Na terça-feira (18), a Polícia Civil de Goiás apreendeu armas de fogo – todas sem registro -, munição e o equivalente a R$ 405 mil em dinheiro na casa do médium em Abadiânia. O material estava escondido.

Abusos

As denúncias começaram a vir a público no último dia 7, quando o programa Conversa com Bial, da TV Globo, divulgou os primeiros depoimentos. A partir daí, outras mulheres que afirmam ser vítimas do médium procuraram as autoridades e a imprensa.

Os relatos dão conta de que João de Deus seguia um padrão ao cometer os abusos. As vítimas afirmam que o médium dizia que elas deveriam passar por um atendimento especial, em local privado, e os abusos eram justificados como “limpeza espiritual”.

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