Polícia descobre plano de milícia para executar Marcelo Freixo, diz jornal

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A área de Inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu um plano para executar o deputado estadual e deputado federal eleito Marcelo Freixo (PSol-RJ), segundo o jornal O Globo.

Estariam envolvidos no plano um policial militar e 2 comerciantes ligados a um grupo de milicianos que é investigado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, em março deste ano.

De acordo com o relatório confidencial da Polícia Civil, ao qual o jornal diz ter tido acesso, o assassinato de Freixo aconteceria durante uma agenda programada pelo parlamentar para o próximo sábado (15), em Campo Grande, zona oeste do Rio. Freixo se reuniria com militantes e professores da rede particular de ensino no sindicato da categoria. Os detalhes da atividade foram divulgados nas redes sociais e eram públicos.

O deputado informou que cancelou sua agenda marcada para sábado assim que tomou conhecimento do relatório e das ameaças.

“Há um grau de veracidade na ameaça. Eu tinha realmente um compromisso público no próximo sábado em Campo Grande, que obviamente vou cancelar. Mas o que chama a atenção é que os milicianos continuam soltos, ameaçando e matando”, disse Freixo ao Globo.

O deputado preferiu não relacionar o caso às investigações do assassinato de Marielle – que completa 9 meses nesta sexta (14) -, mas lembrou que tem guardado centenas de ameaças. “Eu sou um deputado federal eleito e estou sendo ameaçado mais uma vez. Não é uma ameaça ao Freixo, mas à democracia. Ao estado democrático. Não é uma questão pessoal, é muito mais que isso.”

Segundo o documento, os 3 nomes citados já eram investigados por um suposto vínculo com grupos paramilitares da zona oeste do Rio havia pelo menos 5 anos. Também aparecem no controle de operações ilegais da máfia dos caça-níqueis e do jogo do bicho.

Um dos citados, diz O Globo, chegou a trabalhar como assessor e cabo eleitoral de um político investigado sob a suspeita de chefiar uma milícia naquela região. Uma das linhas investigadas pela Divisão de Homicídios para chegar aos responsáveis pela morte de Marielle e Anderson aponta o envolvimento de políticos e milicianos da região.

O plano foi descoberto na quarta-feira (12). Nesta quinta, policiais da Divisão de Homicídios estão nas ruas para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em inquéritos que “transcorrem de forma paralela às investigações” do assassinato de Marielle.

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