Ministério Público pede prisão de João de Deus, segundo jornais

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O Ministério Público de Goiás pediu a prisão preventiva do médium João de Deus, 76 anos, após mais de 200 denúncias de assédio sexual feitas desde o início da semana.

A informação foi divulgada primeiro pelo blog do Lauro Jardim, do jornal O Globo, mas depois foi confirmada por diversos jornais. Até as 20h, a assessoria do Ministério Público não confirmava o pedido.

Segundo a Folha de S. Paulo, 2 promotores foram ao Fórum de Abadiânia, onde fica a Casa Dom Inácio de Loyola, no fim da tarde desta quarta-feira (12) para protocolar o pedido.

Na última sexta-feira (7), depoimentos que acusam João de Deus de assediar mulheres em uma sala privada no hospital espiritual tornaram-se públicos durante o program Conversa com Bial. Desde então, centenas de vítimas procuraram a promotoria do estado de Goiás para relatar crimes semelhantes.

De acordo com os relatos, havia um método na atuação do médium, em que as mulheres eram assediadas em uma sala privativa.

As mulheres foram por conta própria até a instituição Casa de Dom Inácio, em Abadiânia (GO), em busca de curas para problemas pessoais. Na instituição, participaram de atendimentos em sessões coletivas e depois do primeiro contato, João de Deus pedia que elas se encontrassem com ele para um atendimento privado.

As mulheres eram encaminhadas para um escritório e ficavam sozinhas com o médium. No espaço, relataram terem sido assediadas por ele. Em seu depoimento, Zahira Leeneke Maus afirma ter sido penetrada por ele.

Nesta quarta-feira (12), o médium fez sua primeira aparição pública após o escândalo vir à tona. Sob aplausos dos fiéis presentes o líder espiritual afirmou que é inocente e que vai cumprir a legislação brasileira.

“Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por estar aqui. Ainda sou irmão de Deus, mas quero cumprir a lei brasileira porque estou na mão da lei brasileira. João de Deus ainda está vivo. A paz de Deus esteja convosco”, disse o médium, que permaneceu menos de 10 minutos no local.

Até a conclusão desta reportagem, a defesa de João de Deus não havia se manifestado sobre o pedido de prisão feito pelo MP.

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