Bolsonaro sobre amigo investigado: ‘Dói no coração da gente’

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O presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a investigação do motorista Fabrício José Carlos de Queiroz em live no Facebook na noite desta quarta-feira (12). O ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro vai prestar depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, na próxima semana, sobre a movimentação de R$ 1,2 milhão em um ano — considerada pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) incompatível com a renda dele.

“É uma movimentação atípica. Ele tem que dar os devidos esclarecimentos”, admitiu Bolsonaro na live. Queiroz depositou cheque de R$ 24 mil em conta de Michelle Bolsonaro, a futura primeira-dama. O presidente já havia dito que Queiroz, seu amigo há mais de 30 anos, tinha dívida com ele.

“Dói no coração da gente; o que temos mais firme é o combate à corrupção”, disse o presidente nesta noite. “Se algo estiver errado comigo, meu filho [Flávio] ou Queiroz, que paguemos a conta desse erro que cometemos.”

Bolsonaro ressaltou, porém, que nem ele nem o filho são investigados. Também afirmou que serão usadas “todas as armas”, inclusive o Coaf, para combater corrupção.

Na live, o presidente fez críticas ao Ibama e ao processo de licenciamento no País e posicionou-se contra o pacto global de migração, assinado pelo Brasil nesta semana. O pacto visa a uma migração “segura, ordenada e regular” e foi boicotado pelos Estados Unidos de Donald Trump.

Veja algumas das principais declarações de Bolsonaro:

Meio Ambiente

“Um pescador pobre de Angra dos Reis usou seu barquinho para pescar ao largo do mar. Ele passou na região da Estação Ecológica de Jureia, em uma raio de 1 quilômetro. Por causa disso, recebeu multa de R$ 170 mil. Um absurdo ser multado por capricho dos fiscais do Ibama. (…) Isso também acontece com o homem do campo, quando derrama 20, 30 litros de gasolina na terra porque não tem mangueira. Vai uma multa abusiva, extorsiva para o homem do campo. E 40% dessa multa vai para ONGs para fazer preservação do meio ambiente. No meu governo, isso vai deixar de existir. Sabemos como ONGs funcionam no Brasil; tem sérias, mas nem todas. A licença ambiental também atrapalha prefeito e governador quando quer rasgar estrada, quer duplicá-la.”

Acordo de Paris e COP-25

“O Acordo de Paris (assinado pelo Brasil para reduzir emissão de gases do efeito estuda) exige que o Brasil faça reflorestamento em uma área enorme, do tamanho do Rio de Janeiro. Se não fizer, as sanções vêm aí. Não podemos colocar em risco nossa soberania nacional. Vamos sugerir mudanças no Acordo de Paris. Se eles não aceitarem, a gente sai fora. Por que o Brasil tem que dar uma de politicamente correto e permanecer em um acordo possivelmente danoso à nossa soberania?”

“O gasto para sediar no Brasil a COP-25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas, que discutirá a implementação do Acordo de Paris em novembro de 2019) seria de R$ 400 milhões, incluindo preparativos e hospedagem. Nós não podemos nos dar ao luxo de fazer um evento como este.”

Imigração e Refugiados

“Veja aí esse pacto global pela migração, assinado pelo chanceler Aloysio Nunes. Olha como estão os países da Europa, a França, a Baviera, na Alemanha. Você, que me chama de xenófobo, quer ir isso para o Brasil? Já somos nação, Pátria, País. Não podemos escancarar as portas para começar a chegar gente de determinada cultura e começar a querer casar com nossas filhas e netas de 10, 11, 12 anos de idade. Não queremos alguém que não respeite religiões. Não podemos admitir certo tipo de gente que vem aqui desrespeitando religiões, nosso país. Sou contra cota migratória para o Brasil.”

Roraima e a questão indígena

“Roraima é o pedaço de terra mais rico do Brasil. Se eu fosse rei de Roraima, e com tecnologia, em 20 anos, ela seria rica como o Japão. Por isso que tem essa pressão por demarcar terras indígenas. O que os índios querem: energia elétrica, internet, médico, dentista, melhoral, vacina, teatro. São seres humanos iguaizinhos a nós. Mas querem tratar o índio como ser humano da Idade da Pedra. Como homem pré-histórico. Dizem que eu quero dar tratamento ‘esse’ ou ‘aquele’ pro índio da reserva. Eu quero que o índio seja integrado à sociedade. (…) Vamos construir hidrelétrica em Roraima e dar royalties pros índios. Como pode uma terra rica como aquela não ter dinheiro sobrando? No subsolo de Roraima existe uma tabela periódica: urânio, ouro, bauxita, nióbio.”

Assista à transmissão completa:

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