Bolsonaro diz que governará ‘para 210 milhões de brasileiros, sem distinção’

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta segunda-feira (10) que governará para todos os brasileiros, “sem distinção”, e pediu a confiança dos eleitores que não o escolheram como representante.

“Aos que não me apoiaram, peço confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o País. Serei o presidente de 210 milhões de brasileiros e governarei em benefício de todos, sem distinção de origem, raça, cor, sexo, idade ou religião”, discursou Bolsonaro após ser diplomado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O presidente eleito também afirmou que os brasileiros jamais devem se “afastar dos ideais que nos unem: o amor à pátria e o compromisso com a construção de paz”.

A diplomação é uma cerimônia protocolar que habilita o presidente eleito e seu vice, neste caso o general Hamilton Mourão (PRTB), a tomarem posse no dia 1º de janeiro. Coube à presidente do TSE, ministra Rosa Weber, entregar os diplomas a Bolsonaro e Mourão.

De acordo com o presidente eleito, sua vitória revela um forte desejo de mudança e inaugura um novo modelo de fazer política, de “relação direta entre o eleitor e os seus representantes”.

“Os desejos de mudança foram expressos de forma clara nas eleições”, afirmou. “O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e os seus representantes”, continuou o presidente eleito, que costuma desqualificar a imprensa e faz anúncios importantes por meio de sua conta no Twitter.

Participaram da cerimônia os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, entre outros.

Diplomação

Para um presidente eleito ser diplomado, a prestação de contas da campanha eleitoral precisa ter sido julgada pelo TSE. As contas de Bolsonaro foram aprovadas com ressalva no início deste mês.

De acordo com o TSE, o ritual de diplomação é realizado desde 1951, quando Getúlio Vargas retornou à Presidência pelo voto. A cerimônia foi suspensa durante a ditadura e voltou com a diplomação de Fernando Collor de Mello.

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