Olavo de Carvalho: O ‘guru’ dos Bolsonaro que emplacou 2 ministros

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De sua casa nos arredores de Richmond, na Virgínia (Estados Unidos), Olavo de Carvalho celebra as duas indicações que fez à família Bolsonaro e que o presidente eleito acatou: o futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodríguez, anunciado na última quinta (22), e o próximo chanceler, Ernesto Araújo, na semana passada.

“A era de burrice obrigatória está acabando”, escreveu Olavo em seu perfil no Facebook nesta sexta (23) ao comentar a confirmação do teólogo e professor de filosofia colombiano Vélez-Rodríguez para a pasta.

Olavo, 71, é autor de livros de filosofia, dá cursos online sobre o tema, posta compulsivamente nas redes sociais e é considerado o “guru” do emergente conservadorismo brasileiro – mesmo morando nos Estados Unidos desde 2005.

A aproximação com o clã Bolsonaro veio por meio dos filhos, especialmente Eduardo -o caçula entre os 3 filhos que seguiram a carreira política-, que se interessou por seus cursos e acabou se tornando um fiel seguidor do “professor Olavo”.

“Referência! Um homem preparado para defender sua família, perseguido por aqueles que se estivessem elogiando-o seria motivo de descrédito.Vida longa ao maior filósofo brasileiro vivo e a certeza de que será lembrado por muito tempo!”, postou Eduardo no dia do aniversário do seu guru, em abril deste ano.

Idolatrado por Eduardo, Olavo ganhou também a simpatia do pai. Em vídeo postado no início de novembro, após a eleição, Olavo disse que Bolsonaro já tinha oferecido a ele o “ministério da Educação, ministério da Cultura” antes do pleito.

O escritor afirmou ainda que “milhares de pessoas” escreveram a ele dizendo que ele deveria aceitar o ministério, mas que ele não poderia aceitar “de jeito nenhum”. “Para você dirigir um ministério, não basta você conhecer o assunto do ministério, você tem que conhecer o funcionamento do ministério, a sua estrutura. Eu nunca entrei no Ministério da Educação”, disse.

No mesmo vídeo ele deixa claro que sugeriu o nome de Vélez-Rodríguez, que, segundo ele, conhece o funcionamento do ministério e “é no mundo o maior conhecedor de pensamento político brasileiro que existe”.

Mas se ficou de fora da Esplanada, Olavo já sugeriu um cargo “que se oferecessem”, ele aceitaria: embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

“O embaixador de um país no outro país tem autoridade total sobre os seus conterrâneos ali. Ele pode mandar embora qualquer um, pode mandar prender qualquer um, ele é um reizinho. Então não tem satisfação para dar à ‘PTzada'”, justificou o interesse.

Com a escolha do diplomata Ernesto Araújo para o posto de chanceler, o desejo de Olavo fica ainda mais palpável: Araújo também recebeu a bênção do “professor”, o que foi determinante para a sua indicação. Não surpreenderia uma contrapartida.

Olavo diz que o posto de embaixador em Washington – certamente o mais importante da diplomacia brasileira no exterior – possui uma responsabilidade que ele “sabe cumprir”, pois conseguiria “fazer dinheiro”. “Peguei alguma prática desse negócio de comércio internacional no tempo em que eu morei na Romênia.”

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