Administradora do grupo ‘Mulheres Contra Bolsonaro’ é agredida no Rio de Janeiro

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Reprodução/FacebookMaria* foi atingida por um soco no olho e levou coronhadas na noite desta segunda-feira (24).

Maria*, uma das administradoras do grupo “Mulheres Unidas contra o Bolsonaro” no Facebook, foi agredida por três homens armados na noite desta segunda-feira (24), enquanto chegava em casa, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro.

A informação foi divulgada pelo Psol, partido ao qual ela é filiada, e no próprio grupo de mulheres no Facebook. Outras informações como idade, nome e sobrenome da vítima foram preservadas por questões de segurança. O caso segue em investigação na 37 ª DP, no Rio de Janeiro.

De acordo com o Estadão, a administradora do grupo contou, em depoimento, que foi atacada ao chegar em casa e que dois homens a aguardavam praticamente na porta. Ela foi atingida por um soco no olho e levou coronhadas. Também teve seu celular roubado, mas sua bolsa e outros pertences permaneceram intactos. Eles correram até um táxi, que os esperava há um quarteirão.

A vítima foi atendida no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador e fez o registro de ocorrência na 37 ª Delegacia de Polícia, na Estrada do Galeão, assim como exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O caso segue em investigação e ainda não há informações sobre os agressores.

Em nota, o Psol repudia o ataque e informa que além de uma das administradoras da mobilização “Mulheres Contra Bolsonaro”, Maria* é dirigente do Bloco Unidos da Ribeira e coordena a campanha de Sérgio Ricardo Verde, candidato a deputado estadual pelo partido.

O candidato também se manifestou nas redes sociais:

“A Executiva Nacional do PSOL repudia essa agressão covarde e exige das autoridades apuração e punição imediata contra os autores desse ato. Nos colocamos ao lado dos que defendem uma eleição livre de agressões e violência. Temos certeza de que as mulheres não se intimidarão com mais agressão e farão do dia 29 um marco histórico contra o machismo e a intolerância”, diz nota do partido.

O grupo no Facebook, criado há aproximadamente um mês, já reúne cerca de 3 milhões de mulheres. Ao ganhar força, chegou a ser hackeado e tirado do ar por apoiadores do candidato do PSLà Presidência da República nas eleições 2018, Jair Bolsonaro. Existem relatos de mulheres pertencentes ao grupo que foram agredidas verbalmente e receberam ameaças via internet.

Após os ataques, o grupo ganhou mais popularidade e as hashtags #EleNão e #ElaSim ganharam adeptos. Há atos contra o candidato marcados em 20 estados, incluindo as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. A manifestação marcada para 29 de setembro no Largo da Batata, na capital paulista, conta com 61 mil confirmações e 203 mil interessados.

Rejeição das mulheres a Jair Bolsonaro

SIPA USA/PA Images

As mulheres brasileiras somam cerca de 53% de população brasileira. Há duas semanas do primeiro turno, o número de mulheres sem candidato a presidente é elevado. O dado foi divulgado no último Datafolha, publicado no dia 20 de setembro. Ao responder de forma espontânea à pergunta “em quem você vai votar?”, 51% das mulheres ainda estão indecisas. 38% afirmou ainda não saber em quem votar e 13% pretende votar nulo ou branco, o que corresponde a 39,4 milhões de eleitoras.

De acordo com as pesquisas de intenção de voto mais recentes, Bolsonaro aumentou a preferência entre mulheres, mas continua sendo o candidato mais rejeitado pelo grupo. De 22 de agosto a 14 de setembro, a intenção de voto das mulheres em Bolsonaro cresceu de 14% para 18%, segundo o Datafolha.

Segundo a sondagem publicada em 14 de setembro, ele tem 26% da preferência na população em geral, mas o indicador cai para 18% entre o eleitorado feminino. Já a rejeição no grupo é de 49% contra 44% entre os brasileiros em geral.

O posicionamento do deputado, considerado machista e misógino, tem sido explorado por adversários. Tanto Marina Silva (Rede) quanto Geraldo Alckmin (PSDB) têm centrado as campanhas em mostrar frases e atitudes ofensivas do candidato do PSL.

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